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23 agosto 2016

OS FIGURINOS DE “UM SARAU IMPERIAL”

Foto:  Divulgação

Com a reestréia do espetáculo “Um Sarau Imperial” e o sucesso de público, a Xdaquestão Produções resolveu renovar os figurinos das atrizes. Com peças ricas em detalhes, a primeira parte que está sendo modificada são os Pannier, mais conhecidos como “ancas”, que surgiram no século XVII, como um item que compunha a lingerie daquela época. O nome tem origem de um termo francês para cestas que são penduradas uma de cada lado do animal de carga.

As ancas laterais eram originalmente formadas por barbatanas de baleia, galhos de vime ou salgueiros e tinham a função de ampliar a saia vários metros para cada lado. Elas podiam chegar até 3.60 metros e eram muito pesadas. Até 1780 as ancas eram usadas em vestidos de noite e em trajes de tribuna. Assim que a revolução Francesa começou, desapareceram da moda.

“Era impossível duas damas andarem uma ao lado da outra, passarem pela mesma porta ou sentarem no mesmo sofá. A intenção, em sua forma mais extrema, na corte de Maria Antonieta, precursora do uso dos pannier, eram que o tecido dos vestidos formasse uma tela plana onde todos os enfeites, laços, estampas e bordados pudessem ser apreciados de frente”, explica Suellen de Oliveira, jornalista e consultora de moda.

Princesa Isabel teria aderido primeiro, na época da adolescência, às crinolinas, que eram feitas artesanalmente com crinas de cavalo trançadas, por isso o nome. A partir de 1855 passaram a ser produzidas pela indústria, utilizando finos arames de aço, mais leves e em formas arredondadas. Mas há registros dela na fase adulta usando vestidos com ancas.
Vestido da Princesa Isabel usado em dois momentos históricos: Em 1871, a princesa usou o vestido ao prestar juramento como Regente do Império do Brasil; já em 1888, o vestido foi novamente o traje escolhido pela princesa, dessa vez para assinar a lei Áurea. (Foto: Reprodução)
“A silhueta era um ponto que trazia muita sensualidade aos looks, inicialmente eram em forma de ampulheta, mesmo sendo roupa de baixo, o espartilho mais do que nunca se fez notar. Posteriormente adotou-se a silhueta em S, que trouxe mais conforto às mulheres mantinha as cinturas finas e o quadril levemente arqueado para trás e as saias ganhavam uma forma de sino, com volume na parte de trás e uma leve calda”, conta. 

E se engana quem pensa que, mesmo com toda essa estrutura, a parte mais observada das mulheres eram as ancas. Naquela época o fetiche estava nos pés, pernas e no colo da mulher. Na realidade as ancas e as crinolinas eram usadas para evidenciar a riqueza das famílias ou dos maridos, quanto mais ornamentadas e imponentes, mais poder tinha a família daquela dama.

Podemos observar nos figurinos da dramatização Um Sarau Imperial peças marcantes da moda da época além das crinolinas e ancas, como as golas das blusas ou vestidos, que por sua vez, eram altas escondendo todo o pescoço, os adornos das rendas e babados nos vestidos, o usos de leques, e nos pés os sapatos fechados, pois mostrar as canelas, mesmo sob as meias era consideravelmente indecoroso”, finaliza Suellen.

Quem quiser conferir de perto esse pedaço da história da família Imperial através da Princesa Isabel, com figurinos de época e a riqueza de detalhes do século XIX, o espetáculo “Um Sarau Imperial” é apresentado às quintas, sextas e sábados às 18h30 no Cineteatro Museu Imperial. Para grupos escolares, as exibições são às quintas-feiras, às 13h30 e às 15h, mediante agendamento prévio.

Mais informações podem ser obtidas através dos telefones (24) 2231-9707, (24) 99955-2730 e (24) 98101-4558, no e-mail contato@xdaquestaoproducoes.com.br ou na Fanpage da Xdaquestão Produções https://www.facebook.com/XdaquestaoProducoes.


SERVIÇO
“UM SARAU IMPERIAL”
Horário: quintas, sextas e sábados às 18h30
Local: Cineteatro Museu Imperial
Rua da Imperatriz, 220 – Centro
*Grupos escolares: quintas-feiras, às 13h30 e às 15h, mediante ao agendamento prévio


 
Foto: Reprodução
ELENCO
Andréa Dutra
Formada em Letras/Literatura pela Universidade Estácio de Sá, atua como professora e atriz.  Participou de cursos de qualificação “O corpo do ator” (Mallet); “Comédia Dell’art” (Bete Rabetti); “O jogo da Máscara” (Moittará); “Técnicas circenses” (Úrsula Brando), “O ator” (Ivan Setta), dentre outros. Atuou desde os 9 anos, inicialmente de forma amadora e depoi9s como profissional. Desde 2009 representa a Princesa Isabel no espetáculo “Um Sarau Imperial” realizado no Museu Imperial. Também foi a atriz escolhida por meio de processo de seleção por competência para interpretar o mesmo personagem no espetáculo “Petrópolis – Uma Cidade Imperial” realizado pela Prefeitura Municipal de Petrópolis, através da Fundação de Cultura e Turismo em parceria com a Funarte.

Flávia Miranda
Formada em Leitura e Interpretação de Desenho na Secretaria de Estado do Trabalho/RJ, Oficina de Formação Teatral na Casa de Artes de Laranjeiras, Manipulação de Bonecos e objetos com o artista Alexandre Pring, dentre outros cursos, atuou como atriz, figurinista e cenógrafa em espetáculos como Transas, Troças, Tragédias E Trombadas de Walter Borges, Toda donzela tem um pai que é uma fera, de Gláucio Gil / TEP, A Galinha Borralheira de J. Eloy Santos / TEP, e outros inúmeros. Fez parte do espetáculo “Um Sarau Imperial”, espetáculo permanente da programação do Museu Imperial por 5 anos, bem como fez parte da Comissão Julgadora de 2011/ 2012 do Prêmio Maestro Guerra Peixe e retornou a atividade no ano de 2016.

Maria Claudia Paladino
Estudou na Escola de Teatro “O Tablado” com Maria Clara Machado e Técnica Vocal e Impostação no CBM - Conservatório Brasileiro de Música, bem como cursa Licenciatura em Música – UNIMES - Universidade Metropolitana de Santos. Aprofundou os estudos de impostação e técnica vocal nos E.U.A, fez diversos cursos de extensão na área musical, destacando os cursos de regência coral com os  maestros  Marco Aurélio Lischt (Canarinhos de Petrópolis) e Marcelo Vizzane (Coral Laos Deo); Curso de aprofundamento em impostação e técnica vocal com os professores Ignácio de Nonno (U.F.R.J), Ângelo Tribuzzi e  Aydée Barreto (Conservatório Brasileiro de Música), Vera Maria do Canto e Mello (Oficina de Atores da Rede Globo). Fez parte do espetáculo teatral “Um Sarau Imperial“ do Museu Imperial de Petrópolis atuando como atriz e cantora por 16 anos, é preparadora vocal do Coral das Jovens Princesas de Petrópolis, dentre outras atividades.

Vania Moreira
Formada pela Escola de Teatro O TABLADO, Faculdade de Letras e Literatura, Universidade Estácio de Sá, Pós Graduação em Arte Terapia, Universidade Candido Mendes, além de ter participado de Oficinas de Voz, Pernas de Pau, Músicalização, Bonecos, Máscaras, Corpo do Ator, Direção, Iluminação, Instrução de Leis de Incentivo Cultural, Mímica, Exercícios Teatrais, dentre outras. Desde 1979 atua como atriz em incontáveis espetáculos. Desde 2002 faz parte do espetáculo "Um Sarau Imperial", Museu Imperial de Petrópolis.  Recebeu prêmio de melhor atriz no Festival Nacional de Duque de Caxias. Ano 2007. Espetáculo “A Viagem de um Barquinho” Cia Teatro Livro Aberto”, bem como indicações no Fest Inverno de Teatro – Saquarema – 1995.(Melhor Atriz) e Festival Nacional de Rio das Ostras – 2008. (Melhor Atriz). Desde 1990 ministra aulas de Teatro em várias instituições de ensino da cidade de Petrópolis, dentre elas e Fase e Faculdade de Medicina.

Wally Borghnoff
Pianista formada pela Academia de Música Lorenzo Fernandez. Trabalhou durante 10 anos no Theatro Municipal do Rio de Janeiro como pianista acompanhadora e maestro preparador do Corpo de Baile, da Escola de Danças e do Coro de ópera. Professora concursada de Educação Musical foi funcionária da Prefeitura do Rio de Janeiro. Formou-se como Bacharel em Regência e Composição na UFRJ. Apresentou-se também como Maestrina, com diversos grupos corais do Centro de Artes Calouste Gulbenkian, Sul América Seguros, CBTU, SESC, Coral de Câmara de Niterói e Colégio Cruzeiro.  Reside Petrópolis e toca cravo e órgão com o grupo Anima e Cuore da UCP. Tem atuado como pianista acompanhadora com diversos cantores e instrumentistas de Petrópolis assim como com o Coral Municipal apresentando-se no Teatro D. Pedro, Museu Imperial, Palácio de Cristal e na UCP. Também em Petrópolis é pianista do Trio Extemporâneo. Em 2014 foi indicada para o Prêmio Guerra Peixe em reconhecimento por seu trabalho de pesquisa e execução de obras de Gustav Mahler durante o Festival de Inverno da Dell’Arte no ano de 2013 junto com o Grupo In Camara.
Tem se apresentado constantemente em eventos no Palácio de Cristal, Palácio Rio Negro, durante a Semana da Itália com o grupo Itália Nostra. Atualmente coordena o Projeto Solta o Som Maestro do SESC Nogueira, realizando as palestras, os arranjos musicais e a execução das músicas. Há anos atua como substituta no “Sarau Imperial”.



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Agradeço a equipe da Comunicação Livre pela oportunidade de fazer a análise do figurino do Sarau Imperial.

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